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Liderança e feedback: em time que ganha se mexe sim

Por Thiago Padilha, gerente de Consultoria Guiando

No escritório da Guiando, temos o costume de fazer paralelos com um tema que gostamos muito em discussões sobre estratégias, boas práticas, liderança ou performance: futebol. Sempre destacamos os diferenciais para “ganhar o jogo” e utilizamos esses exemplos mais acessíveis para um melhor entendimento dos nossos objetivos complexos dentro da empresa.

Entendo que, assim como no futebol, não é um único fator que garante sucesso a uma companhia, e sim vários. No esporte aprendemos, por exemplo, que nem sempre a melhor equipe ganha, que existem maneiras de extrair um potencial incrível de pessoas comuns, que boas lideranças podem fazer toda a diferença no final do dia, entre diversas lições que não poderiam ser inteiramente apontadas em poucas linhas. 

Porém, desses fatores, existe um que entendi, ao longo do tempo, ser indispensável para times que querem ser campeões: o feedback. Mas feedback de verdade, não o que certos gestores costumam praticar por aí, batizados carinhosamente por seus funcionários de “F@*&Back”. É ter um papo real sobre os principais pontos fortes e fracos da pessoa. É dar direcionamento para a evolução, e não apenas apontar os erros. É mostrar o caminho para o sucesso tanto da empresa, quanto das pessoas que fazem parte dela.

E como sempre, encontrei um paralelo super oportuno ao mundo do futebol para desenvolver esse assunto. Foi um caso específico, que ocorreu na Copa de 2018, em que a França consagrou-se bicampeã mundial (o primeiro título deles a gente sabe bem como foi, né?).

Antes do início da copa, o técnico Didier Deschamps (que por sinal era capitão da seleção de 1998) deixou de fora da convocação um dos principais nomes do futebol francês, Karim Benzema, devido a um problema extracampo ocorrido em 2015 com outro jogador. Aqui, deixo uma observação: nem sempre os feedbacks vão surtir efeito em todas as pessoas e, às vezes, algumas atitudes não têm remediação, a não ser a exclusão. Isso deve ser feito para garantir que a filosofia e cultura sejam devidamente aplicadas dentro da equipe, sem que ninguém reme contra a maré.

Voltando ao episódio em questão, a França estreou contra a Austrália e obteve a vitória por 2x1. Tudo certo, não é? Errado! Deschamps não gostou do desempenho da equipe e, no dia seguinte ao jogo, passou um feedback ao time todo, que você pode ver no vídeo abaixo:

 

Alguns pontos importantes para se ressaltar sobre o discurso do técnico francês:

  • Deschamps optou por um feedback em grupo, por fazer sentido dentro do contexto do futebol. Mesmo assim, deixou claro o motivo de chamar atenção de algumas pessoas mais do que as outras;
  • Explicou que ressaltaria os pontos negativos e depois os positivos. Essa é apenas uma das várias estratégias para se aplicar um feedback - o importante é ter clareza e sinceridade;
  • Trouxe números, dados, fatos e informações para embasar seu feedback - nada foi baseado a emoção;
  • Ressaltou que, por serem uma equipe, tanto o sucesso como o fracasso é de todos, mas entende que seus liderados poderiam ter feito mais do que fizeram;
  • Deu abertura para os jogadores expressarem suas opiniões sobre o que falou, mesmo que ninguém tenha apresentado um argumento convincente. Depois de ouvir, ele novamente trouxe os dados para ressaltar o seu discurso.

Resultado: algumas semanas depois, a França foi campeã da Copa do Mundo. E o resto é história.

Uma seleção de futebol conta com os melhores jogadores de cada país. É como se você pudesse escolher no mercado de trabalho os melhores profissionais para montar a sua equipe e, mesmo assim, não existe garantia de sucesso sem uma boa liderança e orientação do grupo. 

Até os melhores do mundo, às vezes, precisam de direcionamento e cabe a um bom líder trazer essa visão para a sua equipe. Cabe também a ele pedir feedback ao seu time, pois um bom relacionamento é sempre pautado no diálogo e, mais importante do que saber falar, é saber ouvir.

Vejo que temos evoluído muito na Guiando quando o assunto é feedback, mas, assim como no futebol, time que quer ganhar não deixa de evoluir nem baixa a intensidade. Vamos continuar nesse ritmo até os 45 minutos do segundo tempo, jogo após jogo, campeonato após campeonato, com o objetivo de vencer sempre.

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